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As mulheres sem cabelo, a simbologia oculta

ilustração denise bruno - sacerdotisas nova era

Intuitivamente comecei a desenhar personagens carequinhas para associar a alguns dos meus textos, e uma amiga muito carinhosamente relatou estar preocupada com tais imagens, pois de acordo com sua percepção, poderia ser algo negativo que eu estivesse sentindo ou vivenciando.

Na hora, eu não soube explicar a ela o real significado, e somente com a repetição eu percebi que elas – as carequinhas – eram um arquétipo daquilo que eu queria transmitir para o mundo naquele momento. E junto dessa constatação, veio também a clareza sobre um aspecto da minha própria existência.

Eu não gosto de usar rótulos para me definir, pois como ser multidimensional que sou, rótulos só poderiam me limitar. E eu não aceito limitações.

Porém, a mente humana se comunica através de símbolos, e por isso nossa presença no mundo só é percebida por outras mentes através dessa linguagem.

Esse é o arquétipo de uma mulher sem cabelos, com expressão facial suave, sem acessórios ou roupas. Apenas tecidos para cobrir o corpo. Uma imagem que não necessariamente representa o gênero feminino, mas sim o ser que está além de definições físicas.

Desfez-se de seu papel esperado pela sociedade. Sem cabelos, acessórios e roupas, desfez-se da vaidade, que representa o ego humano e sua necessidade de enquadramento naquela imagem e comportamento esperados.

Os olhos fechados ou o olhar desfocado são a desconexão com o externo e a profunda paz de estar conectada com seu próprio interior. Busca as respostas em sua própria sabedoria e intuição.

Trata-se de um ser que, embora seja humano, transcende as limitações da mente humana e não se permite aprisionar pela dualidade. Um ser que optou por estar no mundo sem se contaminar com ele.

Um ser consciente que não participa do jogo de controle do sistema. Não tem partido, não tem time, não tem país, não tem ideias preconcebidas sobre todas as coisas, não sente necessidade de pertencimento a nenhum grupo ou religião. Não julga, apenas aceita tudo como é.

Tem características femininas por conter em si a energia amorosa, a delicadeza, a sensibilidade e o poder da criação.

É a representação do eu superior de cada humano, independente de gênero, que descobriu sua verdadeira essência, sua capacidade de transformação do mundo através da própria transformação interna.

Embora esse ser seja simbólico, de fato não precisamos manifestar fisicamente tamanho desapego, pois a individualidade é uma característica humana prazerosa e saudável, capaz de dinamizar a experiência na fisicalidade.

Ainda assim, esse arquétipo é um chamado a cada um despertar essa sacerdotisa ou sacerdote da nova era. Um chamado para assumir sua missão de mensageiro e agente da consciência amorosa e da unicidade, manifestando um mundo novo e preparado para que todos tenham vida plena e paz.

Com amor,

Denise Bruno



Obs: Esta imagem foi uma ilustração sobre um post (para outro perfil que administro) que falava de depressão, e trata-se da mesma pessoa abaixada e encolhida, dominada pelas dores do mundo, e no alto, sua alma, sua essência verdadeira, repleta de poder, luz, vida, livre das limitações da materialidade. E assim somos todos nós. Se nos apegarmos ao que se manifesta na fisicalidade e na mente, nos desconectamos da nossa Fonte de vida e sabedoria e padecemos no sofrimento contínuo.

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